O 80 Balanços Funk não poderia deixar de inserir nesse mundo Funk, o Samba Rock.Então, antes de conhecer essa coletânea, conheça também um pouquinho dessa história toda sobre esse ritmo show de bola, o Samba Rock.
“Quando eu inventei essa batida, chamava de sacundin sacunden, depois, na época da jovem guarda, virou jovem samba, e, mais tarde, sambalanço", disse certa vez Jorge Ben Jor, ao explicar as origens daquilo que ficaria conhecido, a partir dos anos 70, como suíngue ou samba-rock (termo que, aliás, ele não endossa). O fato é que, inspirados por sua batida peculiaríssima, uma série de artistas passou a adaptar o samba, que era tradicionalmente tocado em compasso binário (2/4), ao compasso quaternário (4/4) do rock e da soul music. Ao mesmo tempo, eles se apropriaram dos instrumentos elétricos das bandas da jovem guarda para tocar o velho balanço em novo estilo. Jorge Ben Jor, novamente, teve a primazia nesse campo, fazendo-se acompanhar dos Fevers em seu disco de 1967, O Bidu – Silêncio no Brooklin. De quebra, ainda forneceu repertório para as bandas de rock que se aventuraram pelo samba, como é o caso dos Mutantes (em A Minha Menina ) e os Incríveis (em Vendedor de Bananas). Ainda no fim dos anos 60 outros exemplos de como o samba poderia caber na moldura rítmica do rock-soul: a Pilatragem de Carlos Imperial e Wilson Simonal (que fez de País Tropical, de Jorge Ben Jor, um de seus cavalos de batalha) e a farra orquestral do maestro Erlon Chaves (que concorreu em 1970, no V Festival Internacional da Canção, da Rede Globo, cantando Eu Quero Mocotó, também de Jorge, acompanhado por sua Banda Veneno). Nos anos 70, a voz potente de Tim Maia popularizaria o samba-soul, emplacando dois sucessos nesse estilo: Réu Confesso e Gostava Tanto de Você. Jorge Ben Jor teve uma queda para o funk a partir do disco A Banda do Zé Pretinho (1978), mas artistas por ele diretamente influenciados seguiram a sua orientação anterior, com muito sucesso em bailes do subúrbio carioca. É o caso de Bebeto (A Beleza é Você Menina, Flamengão) e de Serginho Meriti. Em São Paulo, os bailes de periferia também ferviam ao som do samba-rock-suíngue, de nomes como o Trio Mocotó (que originalmente acompanhava Jorge Ben Jor), Copa 7, Luiz Vagner (que foi do grupo de jovem guarda Os Brasas, homenageado por Ben Jor com a música Luiz Vagner Guitarreiro), Branca Di Neve (falecido em 1989), Carlos Dafé, Dhema, Franco (também ex-Os Brasas), Abílio Manoel e Hélio Matheus.
Texto extraído da Internet.

1. RAY CHARLES - FEEL SO BAD
2. JOHN RANDY - HARD WORK
3. THE JACKSON 5 - LITTLE PRETTY ONE
4. MR. SOUL - EXPRESS YOURSELF
5. RAY CHARLES - ROCK HOUSE
6. OSIBISA - WHO´S GOT THE PEPER
7. GAL E CAETANO - QUE PENA
8. JORGE BEN - TEREZINHA
9. WILSON SIMONAL - COLECIONADOR DE AMIGOS
10. GIL, CAETANO E GAL - PAÍS TROPICAL
11. BEZERRA DA SILVA - CHICO CHORA
12. APARECIDA - BOA NOITE
13. ANICETO DO IMPÉRIO E MARTINHO - PARTIDO DA ANTIGA
14. ORIGENS / BATUCADA BRASILEIRA - SAMBA DE RODA
15. PARTIDO EM 5 - DEDO NA VIOLA
16. SAMBA 6 - BOCA FECHADA NÃO ENTRA MOSCA
17. ANICETO DO IMPÉRIO - PARTIDO ALTO
18. MARIA CREUZA - RALA RALA
19. RENATA LÚ - SANDÁLIA DE PRATA
20. ANICETO DO IMPÉRIO E JOÃO NOGUEIRA - ENTREVISTA
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